sexta-feira, 14 de junho de 2013

É assim que se fala, meu garoto!

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Jornal O Estado de São Paulo – 13/06/2013
Chegou a hora do Basta
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É assim que se fala!

Nossa intenção nesse cantinho diminuto e desimportante da internet é ver o lado B das notícias que a mídia nativa nos vende como verdades absolutas, quando na realidade não passam do retrato da ideologia da classe dominante travestida de notícia isenta e imparcial.

Porém, já dizia o ditado, vento que venta lá, venta cá. Embora não concordemos com nenhum ponto de vista, e ainda que estejamos tratando de um editorial, onde a opinião de quem escreve é clara e representa o veículo que lhe paga seus salários mensais, levantamo-nos de nossas cadeiras para aplaudirmos de pé o pensamento do jornal O Estado de São Paulo, veículo sabidamente direitista e reacionário, sobre as manifestações do Movimento Passe Livre em São Paulo, que pretende conseguir, pelo menos, a revogação do aumento das tarifas do transporte coletivos em várias capitais do Brasil.

Tem de quase tudo no editorial: doses de comédia, tons irônicos, frases autoritárias e reacionárias e desqualificação de terceiros. Só faltou a coragem de assumir que, NA SUA OPINIÃO, é chegada a hora de a polícia agir com mais, digamos... energia. Ao contrário disso, colocou essa sugestão na boca do povo, como se ele tivesse sido consultado para tal ou, se não, fosse possível ver nos rostos das pessoas que elas não aguentam mais aquilo, que as tarifas do transporte PÚBLICO (não deveria ser chamado de coletivo, pois tudo é concessão dos Governos) estão ótimas, compatíveis com seus salários e que eles até aceitariam mais aumentos, desde que o trânsito da linda Avenida Paulista esteja desimpedida para que eles passem.

Para a apreciação de todos, segue abaixo a passagem em que o Editorial do jornal O Estado de São Paulo incita a truculência policial para que a questão seja resolvida:


“A atitude excessivamente moderada do governador já cansava a população. Não importa se ele estava convencido de que a moderação era a atitude mais adequada, ou se, por cálculo político, evitou parecer truculento. O fato é que a população quer o fim da baderna - e isso depende do rigor das autoridades.”

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