É assim que
se fala, meu garoto!
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Jornal O Estado de São Paulo – 13/06/2013
Chegou a
hora do Basta
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É assim que se fala!
Nossa intenção nesse
cantinho diminuto e desimportante da internet é ver o lado B das notícias que a
mídia nativa nos vende como verdades absolutas, quando na realidade não passam
do retrato da ideologia da classe dominante travestida de notícia isenta e
imparcial.
Porém, já dizia o
ditado, vento que venta lá, venta cá. Embora não concordemos com nenhum ponto
de vista, e ainda que estejamos tratando de um editorial, onde a opinião de
quem escreve é clara e representa o veículo que lhe paga seus salários mensais,
levantamo-nos de nossas cadeiras para aplaudirmos de pé o pensamento do jornal
O Estado de São Paulo, veículo sabidamente direitista e reacionário, sobre as
manifestações do Movimento Passe Livre em São Paulo, que pretende conseguir,
pelo menos, a revogação do aumento das tarifas do transporte coletivos em várias
capitais do Brasil.
Tem de quase tudo no
editorial: doses de comédia, tons irônicos, frases autoritárias e reacionárias
e desqualificação de terceiros. Só faltou a coragem de assumir que, NA SUA
OPINIÃO, é chegada a hora de a polícia agir com mais, digamos... energia. Ao
contrário disso, colocou essa sugestão na boca do povo, como se ele tivesse
sido consultado para tal ou, se não, fosse possível ver nos rostos das pessoas
que elas não aguentam mais aquilo, que as tarifas do transporte PÚBLICO (não deveria
ser chamado de coletivo, pois tudo é concessão dos Governos) estão ótimas,
compatíveis com seus salários e que eles até aceitariam mais aumentos, desde
que o trânsito da linda Avenida Paulista esteja desimpedida para que eles
passem.
Para a apreciação de
todos, segue abaixo a passagem em que o Editorial do jornal O Estado de São
Paulo incita a truculência policial para que a questão seja resolvida:
“A
atitude excessivamente moderada do governador já cansava a população. Não
importa se ele estava convencido de que a moderação era a atitude mais
adequada, ou se, por cálculo político, evitou parecer truculento. O
fato é que a população quer o fim da baderna - e isso depende do rigor das
autoridades.”
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